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Biometria nos celulares? Funciona?

Colunista fala sobre os tipos de biometria e como elas estão inseridas em nossa rotina

Semana passada estava em uma reunião quando um dos participantes queria desbloquear seu celular e o leitor de impressão digital não funcionou. E ainda ficou mais difícil porque ele esqueceu a senha. E agora? #comofaz
Mas a pergunta que motivou essa coluna de hoje foi como funciona a biometria?
A biometria, do grego Bios=vida e metron=medida, é a medida de características físicas ou comportamentais e que podem ser identificadas de forma única.
Assim, a biometria possui algumas características necessárias
  • Universalidade = todos tem a biometria
  • Exclusividade = a biometria é exclusiva o suficiente
  • Permanência = a biometria não varia
  • Coletabilidade = a biometria pode ser medida
  • Circunvenção = a biometria é difícil de ser falsificada
  • Aceitabilidade = Estigma social / privacidade
O uso da biometria tem aumentado bastante com a necessidade de automatizar a identificação das pessoas, com um nível de segurança aceitável. Algumas biometrias já estão bem comuns, como leitura de impressão digital, usada desde desbloqueio de tela de celulares, abertura de portas automatizadas, sacar dinheiro, ponto eletrônico em algumas empresas e departamentos, até na hora de votar, nas urnas eletrônicas.
Um tipo de biometria que dando o que falar é a leitura facial. Novidade lançada no novo iPhone X, o recurso FaceID faz o desbloqueio do celular e permite também utilizar outras aplicações do smartphone com a leitura facial. Claro que, como toda a tecnologia nova é muito testada, ainda mais no caso da Apple, com milhões de usuários pelo mundo, não foi novidade também "hackearem" esse recurso (pelo menos tentado), utilizando fotos do dono do telefone e máscara 3D, ou até mesmo irmãos gêmeos.


OUTROS TIPOS DE BIOMETRIA UTILIZADOS
  • Digitação: é realizada a identificação pelo ritmo de digitação, que coleta pressão das teclas e velocidade de digitação. Veja aqui
  • Geometria da mão: mede o tamanho da mão, comprimento dos dedos e articulações. Anéis são um empecilho, mas sua comparação é rápida como uma impressão digital.
  • Voz: identifica pelas características da voz e seu comportamento, espaçamento das notas, mas pode ser um problema se está em um ambiente com muito barulho.
  • Íris: por meio de infravermelho, são coletadas informações da membrana que fica ao redor da pupila, entre a córnea e o cristalino, que geram uma imagem. É considerado um método bem seguro, porque é difícil sua mutação e também sua clonagem, mas também é um método caro.
  • Retina: da mesma forma da Íris, é utilizado o infravermelho para a coleta, mas nesse caso o padrão dos vasos sanguíneos que compõem o olho. Também considerado um método muito eficaz, porque sua falsificação é muito difícil, mas sua coleta das informações pode ser um pouco incômoda.
  • Padrão de veias: também usa o infravermelho para coletar o padrão de veias iluminadas, exibindo um conjunto de informações que são únicas para cada indivíduo.
  • Batimento cardíaco: coleta realizada por meio de sensor que identifica o padrão das batidas do coração. Esse método já está sendo testado por empresas do setor de cartões, para facilitar o pagamento nas compras, por meio do uso de uma pulseira.
  • Orelha: Sim, você leu certo, orelha. Segundo alguns pesquisadores, nossa formatação da orelha é praticamente única para cada indivíduo, e que pode ser então medido e utilizado para identificação, com uma precisão de 99% de acerto.

Há outros padrões que estão sendo testados, como a forma de caminhar, mas que apresentam bastante alterações conforme o passar dos anos, saindo das características principais da biometria.
No caso do cidadão que esqueceu a senha e não conseguia desbloquear o celular, que comentei no início dessa coluna, nada como uma boa limpada no sensor de leitura da impressão digital e uma atualizada na senha, para garantir que não fique com o celular trancado da próxima vez.
E você, conhece uma forma de biometria diferente?
Abraço e sucesso.

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